~ Um homem, no decorrer de toda a sua existência, deve, sempre que possível, ter o prazer do encantamento em fecundar o seu Amor nos *escolhidos romances*, que atravessam os seus caminhos, e aprender a transmutar toda e qualquer “desequilibrada sintonia” que possa tirá-lo do *compasso harmônico* de uma *sinfônica união*, vivendo com decência e sabedoria todas as suas relações, independente se são monogâmicas ou poligâmicas (este é um assunto que dissertarei em um futuro post), as quais, lhe proporcionarão ter uma próspera descendência, permitindo que, o sonho da fecundação de *um Amor*, venha florescer. E, desejando não ser o único amante e pai, apaixonado e sensível, penso que existe algo intrínseco a todo homem (e a toda mulher), independente de suas “preferências”, que é *o adVENTO* em ter o seu primeiro(a) filho(a)… Para quem se tornou pai muito cedo, assim como eu, o acontecimento da primeira gestação de um Amor é uma mistura de um grande desafio com a sublime VENTurA de testemunhar a pessoa amada (uma das almas de um *par evolutivo*) trazer em seu VENTrE o crescimento de um novo ser, brotando de duas sementes escolhidas em um profundo e sagrado contATO DE CORPOS E ESPÍRITOS… Com o decorrer do tempo, este *casal evolutivo* vive os encantamentos e, naturalmente, alguns desconfortos da gestação em meio ao UNIr em VERSO de decorações do quarto deste *novo ser*…, roupinhas…, sapatinhos…, laços…, fitas…, pontos de tricô e crochê…, lista de nomes…, e tantas outras singelezas, questionando-se: “Será uma menina ou um menino? Com quem vai se parecer? Qual será a cor do cabelo? Qual será a cor dos olhos?…”, atento aos primeiros movimentos dentro do útero materno, ao escutar os batimentos de um coração e suas emanações no líquido amniótico, ainda sem a “ótica da ilusória visão” da emoção, ao mesmo tempo em que, sobressaltam-se certas angústias e preocupações, com relação ao futuro: “Faremos parto normal ou cesariana? Será saudável? Nascerá com alguma deficiência? Nós conseguiremos oferecer a melhor educação? Será que conseguiremos ser bons pais?”… Assim, vamos fluindo, entre tantas novidades, descobertas, lições e aprendizagens, focados nesta *pequena e indefesa criatura* que gestou no aconchego do ventre, nasceu saudavelmente, apresentou-nos seus primeiros choros…, seus primeiros dentes…, seus primeiros sorrisos…, e, de passo em passo, foi nos dando o *melhor poema* que o *primeiro filho(a)* proporciona ao nosso viver… Porém, entretanto, como podemos ter as perspectivas, “hÁ” PENAS, de nossa relação e cuidados com a *JóiA DE amor*, a qual, uma *FORÇA MAIOR* presenteou, ao nosso merecer, esquecemo-nos, muitas vezes, que os “governantes deste mundo”, para além das fronteiras de nosso universo de alegrias…, primeiros desenhos rabiscados…, férias encantadas…, brincadeiras animadas…, machucados cicatrizados…, versos recitados…, mãos entrelaçadas…, abraços aconchegados… e afagos eternizados…, apresentam uma atmosfera inclemente, sórdida, e de total desamor, afundando-nos e enterrando-nos nos escombros de um terror inimaginável e inigualável, abrindo uma ferida na alma que, dilacera as nossas mentes e corpos, em meio à dor. Dor esta que, latejando constantemente, fica em nosso “mental ambiente” (é dificil esquecer ou “apagar” as tragédias que nos abatem), quando, infelizmente, perdemos o primeiro(a) filho(a)…, o nosso primeiro e poético sonho…, e não existe um “corpo presente” para ser velado e homenageado em um “ritual de passagem”, por ter desaparecido devido a um ato condenável, ainda tão comentado e inexplicado, fazendo com que, esta ausência nos leve ao “delírio esquizofrênico” (para não aceitar a cruel realidade), sonhando que, depois de 20 anos, poderemos “reencontrar” este *Doce Amor* (“Quem sabe, ela(ele) sobreviveu ao atentado e está em algum lugar desmemoriada(o)…?” A busca é sempre constante e incansável…), desconstruindo-nos e entregando-nos, dia após dia, ao *fascinante refúgio* do *Mundo Espiritual* (Será fuga? Será delírio? Será uma constatação?) inspirando-nos, até, ao vislumbramento de *contactarmos Anjos* em outras dimensões de um mundo impalpável, além da superfície planetária com suas ilusórias prisões, para que a ausência não seja tão pungente e pesada… Durante vinte anos, sem enterrar alguém que amamos, nos entregamos ao limbo…, meio perdidos…, buscando a fuga do vôo derradeiro e inusitado (é necessário muita terapia, para não deixar um “eVENTO” nos arrebatar de uma só vez com a “síndrome do sobrevivente”), mesmo que o destino nos tenha presenteado com outros *incalculáveis tesouros*, pois filhos são as nossas *Divinas Riquezas*, sem sabermos se nos encontraremos em “alguma esquina”, entre o pó nas cinzas da terra e a imensidão do espaço vazio, ou se estaremos fadados à tatear, cegamente, no brilho da escuridão das herméticas nuances de sombras e luzes em nosso mundo interno, aonde nem todos os dias o Sol nasce, ilumina, aquece, ou nos oferece cenários de uma LEVE beleZA singela…, assim como esta que, neste ano revelador de 2021, resgato, para me refriGERAR nas LEMBRANÇAS de doces e lúdicos atos, entremeados com os profundos olhares de *JADE*… Neste mês de Setembro, em que completarias mais um ano de existência, e que, ao mesmo tempo, marca 20 anos de tua material ausência, te “aGUARDO” para sempre em nossas férias de 2001, pedindo-te perdão, por não atender aos teus apelos, choramingando em não querer “voltar para casa”, e assumindo, assim como *Tagore* no *Abrigo dos Sábios*, o meu fracasso: “Não seja eu tão covarde, *Senhor*, que deseje a tua misericórdia, mas apertar a tua mão no meu fracasso… Pois eu perdi o meu coração nos caminhos empoeirados deste mundo, mas tu o tomaste em tuas mãos… Enquanto eu vagava de porta em porta, cada passo conduzia-me ao *Teu Portal*… Se não falas, vou encher o meu coração com o teu silêncio e aguentá-lo… ‘Em Motu Murimaora’ ficarei quieto, esperando, como a noite em sua vigília estrelada, com a cabeça, pacientemente, inclinada…” ~ W.E.Brüeckner ~ Copyright © 11 de Setembro de 2021~ wemb777™ ~ Todos os Direitos Reservados. ~ https://youtu.be/S_6SVQe9MBI
~ Teus inesquecíveis e encantadores seis meses…, em meus extasiados vinte e dois anos.., para sempre, em mim…~^w^~